quarta-feira, 1 de dezembro de 2010


O que é sexualidade ?

Enéas Martim Canhadas

O que podemos entender por sexualidade?

Podemos, de uma maneira um tanto simplificada, entender a sexualidade quando estamos falando e pensando sobre as nossas sensações, sentimentos e emoções envolvendo a energia sexual. Para falar de energia sexual podemos nos referir à libido, se quisermos ser um pouco técnicos ou psicólogos no assunto. Libido vem do latim e quer dizer “desejo violento ou luxúria” Mas no sentido psicanalítico – a psicanálise foi criada por Freud – temos a energia motriz dos instintos de vida, portanto da conduta ativa e criadora do homem. Assim nos explica de forma bem acessível o dicionário Aurélio. Ou podemos falar de energias perispirituais enquanto força criadora presente em todos nós, espíritos em evolução passando por este plano. É claro que poderíamos apresentar outras definições, quer de tendências religiosas ou como explicação teórica e técnica sobre o assunto.

Quando estamos falando de sexualidade, não estamos falando de sexo?

É claro que sim. No entanto esses dois temas podem nos levar a destinos muito diferentes. Quando falamos ou tratamos de sexualidade estaremos pensando nas energias que são canalizadas no nosso corpo dessa maneira, isto é, na forma de sexualidade. Estaremos portanto falando, de nossos desejos, de nossas sensações prazerosas, de nossa compreensão sobre a maneira como sentimos e lidamos com as questões que envolvem essas energias. Estamos falando, por exemplo, de como nos relacionamos sexualmente, de como controlamos os nossos impulsos relativos ao sexo, de como podemos expressar a nossa sexualidade publicamente ou intimamente, de como estas manifestações alteram e interferem nas nossas vidas, de como sentimos tais energias nos nossos corpos e de como essa energia pode ser usada bem ou mau, construtiva ou de maneira desastrosa.
Já quando estamos falando do sexo, já estamos falando da prática do sexo exclusivamente. Aí então, falamos de sexo bom ou ruim, de sexo moralmente aprovado ou desaprovado, estamos falando da prática sexual simplesmente ainda que não tenha finalidades mais elevadas, falamos de sexo seguro, de sexo arriscado, de sexo depravado ou patológico e assim por diante.

Podemos entender a pornografia e outras tendências como fazendo parte da sexualidade?

Sim. Exatamente porque, a partir das definições que adotamos, fazem parte dos sentimentos libidinosos (ver libido) dos seres humanos e também são energias perispirituais. Embora a pornografia represente a prática do sexo moralmente reprovado, e do ponto de vista do psiquismo um sexo pervertido em muitos casos, são manifestações doentes da sexualidade que todos os seres humanos possuem. É como falar de agressividade, mas na forma manifesta de violência ou, por outro lado, de passividade.

A prática sexual entre pessoas do mesmo sexo, pode ser encarada como uma manifestação normal da sexualidade?

Você consideraria uma pessoa de personalidade orgulhosa ou arrogante, uma personalidade anormal ou doente? De outro modo, você trataria o teu filho que é muito egoísta, que não reparte o seu lanche da escola com ninguém, um filho anormal? Certamente que não. Você dirá que seu filho tem algumas distorções de comportamento e que precisa aprender a ser mais altruísta. Ou da pessoa orgulhosa, você dirá que deverá superar o seu orgulho e mostrar-se mais reconhecida de que todos temos qualidades e defeitos e que ela não é tão melhor do que os demais mortais, não é mesmo?
Vejamos de outra forma. André Luiz, em “No Mundo Maior” no capítulo 11 chamado “Sexo” diz: “Erro lamentável é supor que só a perfeita normalidade sexual, consoante as respeitáveis convenções humanas, possa servir de templo às manifestações afetivas. O campo do amor é infinito em sua essência e manifestação.” Insta fugir às aberrações e aos excessos; contudo, é imperioso reconhecer que todos os seres nasceram no Universo para amar e serem amados.”
Do ponto de vista do comportamento, portanto da Psicologia, o problema não se localiza exatamente no fato de ser ou não normal essa prática. O que observamos nos consultórios é que as pessoas, honesta e sinceramente, não sabem explicar porque existe dentro de si, o sentimento de afeto, paixão e amor por uma outra pessoa do mesmo sexo. Assim como você não saberá dizer porque sente prazer e atração pelo sexo oposto. Apenas irá dizer que acha isso normal. Acontece que, para as pessoas que sentem diferente também localizam dentro de si um sentimento normal, pois desde que se lembram, em outros casos, a partir de um momento qualquer, passaram a experimentar tais sentimentos.
Do ponto de vista da experiência evolutiva do espírito, não podemos deixar de pensar que se, evoluímos pelas mais diversas experiências que nos propusemos a viver neste plano, porque não certas pessoas também estarem passando por tais sentimentos como questões ainda importantes para serem vividas, compreendidas e superadas. E vejam bem, não estou dizendo aqui que superar é deixar de sentir-se atraído pelo sexo oposto, pois se assim fosse teria que dizer também que nascer mulher ou homem também seria uma experiência de superação dessa condição. Não é isso que nos ensina a doutrina Espírita, mas sim que temos de nascer como homens e mulheres como parte do amadurecimento do nosso espírito e para assim, evoluírmos no sentido dos espíritos iluminados que um dia, não serão mais regidos pelas energias sexuais divididas em masculinas e femininas.

Como podemos compreender o sexo antes do casamento? A doutrina Espírita dá suporte a esta prática?

Não se pode dizer que a doutrina Espírita dá suporte a esta ou àquela prática. No livro “Vida e Sexo” psicografado por Chico Xavier pelo Espírito Emmanuel, no capítulo que trata do “Compromisso Afetivo” encontramos: “Toda vez que determinada pessoa convide outra à comunhão sexual ou aceita de alguém um apelo neste sentido, em bases de afinidade e confiança, estabelece-se entre ambas um circuito de forças, pelo qual a dupla se alimenta psiquicamente de energias espirituais, em regime de reciprocidade.” É importante observar com que sabedoria e respeito ao livre arbítrio essas orientações nos são dadas. Adverte ainda o mesmo espírito que tais experiências, quando um dos parceiros lesa o outro na sustentação do equilíbrio emotivo, provoca a “ruptura no sistema de permuta das cargas magnéticas” e caso o parceiro que se sente prejudicado “não possua conhecimentos superiores na autodefensiva” pode entrar em pânico ou até mesmo chegar à delinqüência. Diante dessas afirmações podemos aprender que as questões fundamentais sobre o sexo antes do casamento não residem nas questões do certo e do errado ou se podem ou não fazer isto ou aquilo. Espíritos em evolução que somos, e sabedores de que possuímos o livre arbítrio, os problemas são de outra ordem e grandeza, como nos ensina ainda Emmanuel “quem estude os conflitos de sexo, na atualidade da Terra, admitindo a civilização em decadência, tão só examinando os absurdos que se praticam em nome do amor, ainda não entendeu que os problemas do equilíbrio emotivo são, até agora, de todos os tempos, na vida planetária.” Lembremos ainda o Livro dos Espíritos, no capítulo IV do livro Terceiro quanto ao “Casamento e Celibato” que a “união livre e fortuita dos sexos pertence ao estado de natureza” com isso nos alertando para um estágio de evolução ainda muito mais próximo do nosso estado anímico de que da nossa meta de seres da luz. O que nos é importante pensar e ter em mente é que somos Espíritos evolucionários e não cabe alguém ou algum código de ética ficar dizendo, ponto por ponto, o que devemos e o que não devemos fazer. A doutrina Espírita, sábia na sua maneira de amparar os nossos atos através das leis naturais que codificou, tem o mérito de mostrar através de quais mecanismos se faz tal evolução. No entanto, se desse suporte a uma ou outra prática, estaria tirando dos seres humanos a liberdade da evolução com todas as suas implicações. E finalmente, não existem experiências que devam ser recomendadas como mais eficientes para a evolução de quem quer que seja. A evolução é um processo, não um método para apressar os passos dos seres errantes que somos, caminhantes em marcha perene pelas sendas da eternidade.

A expressão da sexualidade é uma expressão de amor?

Na manifestação do amor, certamente encontramos a sexualidade. No entanto não podemos dizer que na sexualidade está presente o amor. “O sexo e o cérebro não são músculos, nem podem ser. Disso decorrem várias conseqüências importantes, das quais esta não é a menor: não amamos o que queremos, mas o que desejamos...” Quando André Comte Sponville faz tal afirmação está falando dessa junção inevitável: o amor ao sexo. Estamos falando, pois, do amor da carne. Estamos falando do amor que deseja o outro e que, geralmente, pensa que o possui. Mas será isto amor? O poeta Rilke tem algo precioso a nos ensinar sobre isso: “a volúpia carnal é uma experiência dos sentidos, análoga ao simples olhar ou à simples sensação com que um belo fruto enche a língua. É uma grande experiência sem fim que nos é dada; um conhecimento do mundo. (...) O mal não está em que nós a aceitemos; o mal consiste em quase todos abusarem dessa experiência...” Por essa forma de provar o sabor, caímos no risco de consumir o outro como consumimos a fruta apetitosa. Essa maneira de gostar torna-se nem um pouco virtuosa, não podendo ser aplicada a ninguém. O amor antes preserva. A sexualidade como expressão de amor está ligada, de forma irreversível, ao poder e a posse. Mais do que isso, o amor validado pela sexualidade, acaba se tornando uma espécie de afeto geográfico. Eu gosto tanto mais do outro quanto mais eu possuo do outro. Por isso, expressões como “ela será minha para sempre”, “ele é o meu homem” querem dizer isso mesmo enquanto pensam que tal coisa pode acontecer. Será muito triste o dia que descobrirem que nunca possuíram nada.

Existe o amor? Ou vivemos apenas paixões que confundimos com um suposto e imaginário sentimento de amar? São diferentes?

Do grego nós temos que existem três maneiras de amar: a carência (erôs) que abrasileiramos por “eros” mais ligado a idéia do amor sensual; o regozijo (philia) que é a alegria pela boa nova anunciada pelo Cristo que nos torna capazes até mesmo de amar os nossos inimigos. É a alegria pela amizade e pelas possibilidades de amarmos a todos; a caridade (agapé) que podemos entender como a forma mais completa do amor. E com tal respeito e verdade amarmos tanto e de tal modo que nem percebemos que o nosso semelhante sofre e por isso precisa receber a nossa ajuda. Não podemos ajudar só os que sofrem, isto é, a nossa evolução ainda vai nos levar ao dia em que tenhamos a caridade como manifestação espontânea e que não necessite de causa ou motivo para ser manifesta.
Enquanto estamos falando da idéia de amor associado a manifestações da sexualidade, estamos falando das paixões que, enganosamente, chamamos de amor. A paixão, enquanto amor, não existe. E o amor enquanto o fogo da paixão não pode ser chamado ou considerado como tal. No entanto, a sexualidade presta aí um grande serviço. Ela é um fogo que pode purificar os apaixonados e transformar os sentimentos, um dia, em amor. Difícil será encontrar no amor ao outro, misturado com a volúpia do sexo o amor que tanto se propaga. Provavelmente tais sentimentos não passam das frases que ouvimos a torto e a direito nas novelas. “Eu te amo” transformou-se numa frase de efeito, que teve validade apenas, para a cena mais emocionante do capítulo da noite passada, ou que servirá para depositarmos no personagem central do filme a nossa emotividade carente e que anseia por um imaginário ou desejado amor de verdade. Isso acontece porque, no íntimo, todos nós almejamos, um dia, encontrar o amor. De alguém por nós.

As manifestações da sexualidade no meu corpo explicam quando estou apaixonado(a) ou amando?

Não explicam mas anunciam. Acredito que por tudo que falamos, não tenha ficado uma noção limitante ou proibitiva da sexualidade. Antes, procuramos chamar a atenção quando, pelas proibições que temos dentro de nós através de uma educação ou moralismos falsos que nos fizeram temer a sensualidade e sentirmo-nos envergonhados frente a beleza, complicamos e colocamos obstáculos na nossa evolução para a compreensão das verdadeiras emoções dentro de nós. Voltamos a Emmanuel: “em nenhum caso, ser-nos-á lícito subestimar a importância da energia sexual que, na essência, verte da Criação Divina para a constituição e sustentação de todas as criaturas. Com ela e por ela é que todas as civilizações da Terra se levantaram, legando ao homem preciosa herança na viagem para a sublimação definitiva, entendendo-se, porém, que criatura alguma, no plano da razão, se utilizará dela, nas relações com outra criatura, sem conseqüências felizes ou infelizes, construtivas ou destrutivas, conforme a orientação que se lhe dê”.

 

 

sexualidade
























Nome: katia
Profª.:lurdes

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

engenharia civil

Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010
UNIGRAN oferece Engenharia Civil no vestibular de janeiro/2011
Vestibular de janeiro da Unigran vai oferecer mais de 30 opções de cursos presenciais
A UNIGRAN traz para o Vestibular 2011 uma novidade: o curso bacharelado em Engenharia Civil. O passaporte para garantir a vaga e começar o ano cursando uma faculdade poderá ser conquistado em 29 janeiro, quando a instituição irá realizar o vestibular. O exame vai selecionar candidatos em mais de 30 opções de cursos oferecidos em Dourados e Campo Grande.

Sempre inovando na oferta de cursos que atendam a demanda do mercado de trabalho regional e as necessidades dos estudantes, o curso de Engenharia Civil será introduzido na UNIGRAN com forte suporte tecnológico para formar profissionais que atendam todas as exigências da profissão.

O fato marcante de o país estar com a economia forte favorece o mercado de trabalho para o engenheiro civil. O bom momento também é reflexo dos projetos do governo federal como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa Minha Vida, que vem aumentando a oferta de imóveis, o que beneficia o bacharel. O mercado financeiro também é outro setor que tem recrutado muitos engenheiros, devido ao alto grau de raciocínio lógico, de cálculo e de visão que esse profissional domina.

O CURSO

A atuação do engenheiro civil é ampla e inclui a análise das características do solo, o estudo da insolação e da ventilação do local e a definição dos tipos de fundação. Na UNIGRAN, o curso pretende formar um profissional que projete, gerencie e execute obras da mais simples como casas e a edifícios, a pontes, viadutos, estradas, portos, aeroportos, e que acompanhe todas as etapas das obras.

O curso deverá desenvolver nos alunos as competências e habilidades estabelecidas na diretriz curricular, para que esteja apto a aplicar conhecimentos matemáticos, científicos, tecnológicos e instrumentais à engenharia, bem como em planejar, supervisionar, elaborar e coordenar projetos e serviços da área de atuação profissional. Isso inclui desde a criação de projetos, gerenciamento e a execução de obras.

Para atingir os objetivos do curso, a estrutura curricular proposta para o bacharelado em Engenharia Civil da UNIGRAN contempla disciplinas essenciais como matemática, física, química, estatística, desenho e lógica, sendo o cálculo a base de todas e, ainda, matérias das áreas de administração e economia e meio ambiente, e disciplinas específicas de construção civil, estrutura, solos, hidráulica e saneamento, transportes ou geotecnia.

A UNIGRAN já possui os laboratórios específicos da engenharia, instalados e equipados, e implementará outros a partir do ano que vem. As inscrições ao vestibular estarão abertas nos próximos dias no endereço eletrônico www.vestibularunigran.com.br.(FV).

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Contexto histórico
Nas últimas décadas, a cultura brasileira vivenciou um período de acentuado desenvolvimento tecnológico e industrial; entretanto, neste período ocorreram diversas crises no campo político e social.

Os anos 60 (época do governo democrático-populista de J.K.) foram repletos de uma verdadeira euforia política e econômica, com amplos reflexos culturais: Bossa Nova, Cinema Novo, teatro de Arena, as Vanguardas, e a Televisão.
A crise desencadeada pela renúncia do presidente Jânio Quadros e o golpe militar que derrubou João Goulart colocaram fim nessa euforia, estabelecendo um clima de censura e medo no país (promulgação do AI-5; fechamento do Congresso; jornais censurados, revistas, filmes, músicas; perseguição e exílio de intelectuais, artistas e políticos). A cultura usou disfarces ou recuou.

A conquista do tricampeonato mundial de futebol em 1970, foi capitalizada pelo regime militar e uma onda de nacionalismo ufanista espalhou-se por todo o país, alienando as mentes e adormecendo a consciência da maioria da população por um bom período de tempo: "Brasil - ame-o ou deixe-o", a cultura marginalizou-se.
Em 1979, um dos primeiros atos do presidente Figueiredo foi sancionar a lei da anistia, permitindo a volta dos exilados. Esse ato presidencial fez o otimismo e esperança renascerem naqueles que discordavam da política praticada pelos militares daquele período.

Na década de 80 inicia-se uma mobilização popular pela volta das eleições diretas, que só veio a concretizar-se em 89, com a posse de Fernando Collor de Mello, cassado em 1991.
1995 : eleição e posse do presidente Henrique Cardoso.
Manifestações Artísticas
As manifestações literárias desse período desenvolvem-se a partir de duas linhas-mestras:
a) De um lado, a permanência de alguns autores já consagrados como João Cabral e Carlos Drummond de Andrade acompanhada do surgimento de novos
artistas como Lygia F. Telles e Dalton Trevisan, ligados as linhas tradicionais da literatura brasileira: regionalismo, intimismo, urbanismo, introspecção psicológica.
b) De outro lado, a ruptura com valores tradicionais que se dispersam através de propostas alternativas ou experimentais, buscando novos caminhos ou exprimindo de maneiras pouco convencionais as tensões de um país sufocado pelas forçasda repressão. Nessa vertente nascem o concretismo, a poesia Práxis,os romancese contos fantásticos, alegóricos.

O professor Domício Proença Filho (cit. in. Faraco e Moura, Língua e Literatura, vol. 3 Ed. Ática), defende a idéia de que "nas três últimas décadas, a cultura brasileira tem vivido sob o signo da multiplicidade seja na área política, social ou artística". Para ele, a cultura pós-moderna apresenta as seguintes características:

eliminação entre fronteiras entre a arte erudita e a popular; presença marcante da intertextualidade ( diálogo com obras já existentes e presumivelmente conhecidas) mistura de estilos (ecletismo que contenta gostos diversificados) preocupação com o presente, sem projeção ou perspectivas para o futuro. Na dramaturgia, especificamente, surgiu um espectador mais ativo que passou a fazer parte de uma interação entre atores e platéia.
Música e cinema sofrendo concorrência e pressão por parte da "moda" imposta pelos países mais desenvolvidos.

A rapidez de sucessão dos modismos, tendo por objetivo o consumo desenfreado;
o lucro, passou a reinar na sociedade brasileira.
Tratando-se especificamente da Literatura, o Professor Proença aponta asseguintes características dessa arte, neste período:
a) Ludismo na criação da obra, desembocando freqüentemente na paródia ou pastiche. Ex: as sucessivas imitações do famoso poema de Gonçalves Dias, "Canção do Exílio" ("Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá...").
b) Intertextualidade, característica da qual os textos de Drummond como "A um bruxo com amor" (retomando M. de Assis); "Todo Mundo e Ninguém" (retomando
o auto da Lusitânia, de Gil Vicente) são belos exemplos.
c) Fragmentação textual: "associação de fragmentos de textos colocados em seqüência, sem qualquer relacionamento explícito entre a significação de ambos", como em uma montagem cinematográfica.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010


Regime

Militar

















Nome: Ariele , Dhaniele e Elizandra

Nª: 05  08  10

Série : 3 ano B
















iberdade é direito de cada cada pessoa decidir e agir segundo a propria vontade,condição de homem livre sem ser submetido repressões , direito de expressar ideias,dar opiniões dizer o que pensa, direito de escolher, cada pessoa acha que seria o melhor para cada um de nós.




O I Plano Nacional de Desenvolvimento - PND (1972-1974), definiu as prioridades do governo Médici: crescer e desenvolver aproveitando a conjuntura internacional favorável. Nesse período o Brasil cresceu mais depressa que os demais mercados latino-americanos. Foram atingidos altos índices de desenvolvimento econômico sob a falsa idéia de "surto de progresso" que o país vivia. O governo impunha à população, quer pela mídia, quer pelo silêncio ditado pela censura, o "milagre econômico", ou "milagre brasileirort".
Seu mandato caracterizou-se por uma intensa repressão e violência contra os movimentos de oposição. outra caracteristica de seu governo foram as altas taxasde drescimento econômico. por isso, o periodo é conhecido como milagre brasileiro, decorrência de uma série de fatores.
A politica econômica do regime militar orientava-se pela idéia de que era preciso fazer a riqueza crescer,para depois distribuí-la. essa lógica possubilitou ao Brasil se industrializar, mantendo as características de um país subdensenvolvido. a riqueza






cresceu, mas nunca foi distribuida equitativamente.
Ameaçado pelo Regime Militar no Brasil Chico Buarte, esteve auto-exilado na Itália em 1969, onde chegou a fazer espetáculos com Toquinho. Nessa época teve suas canções Apesar de você (que dizem ser uma alusão negativa ao presidente Emílio Garrastazu Médici, mas que Chico sustenta ser em referência à situação) e Cálice proibidas pela censura brasileira. Adotou o pseudônimo de Julinho da Adelaide, com o qual compôs apenas três canções: Milagre Brasileiro, Acorda amor e Jorge Maravilha. Na Itália Chico tornou-se amigo do cantor Lucio Dalla, de quem fez a belíssima Minha História, versão em português (1970) da canção Gesù Bambino (título verdadeiro 4 marzo 1943), de Lucio Dalla e Paola Palotino. Em viagem a França, tornou-se amigo de Carlos Bandeirense Mirandópolis inspirando-se em uma de suas composições para criar Samba de Orly.
Ao voltar ao Brasil continuou com composições que denunciavam aspectos sociais, econômicos e culturais, como a célebre Construção ou a divertida Partido Alto.
Apresentou-se com Caetano Veloso (que também foi exilado, mas na Inglaterra) e Maria Bethânia. Teve outra de suas músicas associada a críticas a um presidente do Brasil. Julinho da Adelaide, aliás, não era só um pseudônimo, mas sim a forma que o compositor encontrou para driblar a censura, então implacável ao perceber seu nome nos créditos de uma música. Para completar a farsa e dar-lhe ares de veracidade, Julinho da Adelaide chegou a ter cédula de identidade e até mesmo a conceder entrevista a um jornal da época.
Uma das canções de Chico Buarque que criticam a ditadura é uma carta em forma de música, uma carta musicada que ele fez em homenagem ao Augusto Boal, que vivia no exílio, quando o Brasil ainda vivia sob a ditadura militar.
A canção se chama Meu Caro Amigo e foi dirigida a Boal, que na época estava exilado em Lisboa. A canção foi lançada originalmente num disco de título quase igual, chamado Meus Caros Amigos, do ano de 1976.

Festivais de MPB nos anos de 1960

No festival de 1967 faria sucesso também com Roda Viva, interpretada por ele e pelo grupo MPB-4 — amigos e intérpretes de muitas de suas canções. Em 1968 voltou a vencer outro Festival, o III Festival Internacional da Canção da TV Globo. Como compositor, em parceira com Tom Jobim, com a canção Sabiá. Mas desta vez a vitória foi contestada pelo público, que preferiu a canção que ficou em segundo lugar: Pra não dizer que não falei de flores, de Geraldo Vandré.
A participação no Festival, com A Banda, marcou a primeira aparição pública de grande repercussão apresentando um estilo amparado no movimento musical urbano carioca da Bossa nova, surgido em 1957. Ao longo da carreira, o samba e a MPB também seriam estilos amplamente explorados.
Bexigas Carregadas




Objetivo

    Mostrar a existência de cargas elétricas e suas propriendades.
Contexto

    Alguns materiais apresentam, sob determindas condições, fenômenos elétricos que podemos explicar usando um modelo teórico.
    Estes fenômenos são observados pelo homem desde a antigüidade. E desde então houveram vários modelos que foram propostos para tentar explicar a sua origem.
    O modelo que melhor explicou tais fenômenos é o modelo de cargas elétricas, que é usado até os dias de hoje. Este modelo prevê a existência de dois tipos de cargas elétricas, uma carga de sinal positivo e outra de sinal negativo.
    Para explicar os fenômenos elétricos que eram observados, foi proposta a lei da atração e repulsão: cargas elétricas de mesmo sinal se repelem entre si e cargas elétricas de sinais opostos se atraem entre si. Veja o esquema das leis de atração e repulsão na figura abaixo.


    Os materiais em seu estado fundamental são neutros; a somatória de suas cargas elétricas é nula.
    É por isso que os fenômenos elétricos só podem ser observados em determinadas condições, ou seja, para que haja repulsão ou atração entre dois ou mais materiais é preciso que a somatória de suas cargas não seja nula. Isso quer dizer que é preciso que hajam cargas positivas ou negativas em excesso no material.
    É possível fazer com que um material que está neutro fique carregado elétricamente. Para isso basta fornecer ou retirar algumas cargas elétricas neste material, fazendo com que ele fique com uma carga líquida positiva ou negativa. Este processo é chamado de eletrização.
    Há vários métodos de eletrização que são empregados, de forma que cada método é usado dependendo do resultado que se quer obter.
    A eletrização só se dá entre materiais isolantes, pois os materiais condutores não tem a capacidade de reter cargas elétricas, pois elas escoam pelo material.
    Já os materiais isolantes não permitem que as cargas se movimentem em seu interior.
    Neste experimento, para demonstrarmos a existência de cargas elétricas, utilizaremos do método de eletrização por atrito.
    Esta eletrização é feita com dois materiais de características elétricas diferentes. Um deve ter mais facilidade para receber cargas negativas, estes materiais são chamados de eletronegativos e o outro deve ter mais facilidade para doar cargas negativas, estes são chamados de materiais eletropositivos. Assim quando estes materias são atritados as cargas negativas migram de um material para o outro.
    Ao afastá-los um deles terá recebido cargas elétricas negativas, se tornando um material eletrizado negativamente. E o outro se tornará um material eletrizado positivamente, pois ao doar cargas negativas, ficou com excesso de cargas positivas em seu interior. Como mostra a figura abaixo.


    Podemos a partir daqui compreender como se dá a repulsão e a atração entre materiais carregados.
    Para que haja repulsão entre dois materiais, eles devem estar carregados com a mesma carga. Ao serem aproximados haverá uma força de repulsão entre eles que se opõe à aproximação. Veja a figura abaixo.


    Para que haja atração entre dois materiais é preciso que eles estejam carregados com cargas elétricas de sinais opostos ou que um deles esteja carregado e o outro neutro.
    A atração entre um material carregado e outro neutro é mais comum, pente e papel por exemplo, e pode ser explicado utilizando-se da idéia da formação de dipolos elétricos, fenômeno comumente citado como "separação de cargas".
    O átomo neutro torna-se um dipolo elétrico quando os centros de carga positiva e negativa se separam. Isto acontece quando ele é submetido à ação de outras cargas elétricas.
    Se um material tem uma superfície eletrizada e se aproxima de um material neutro elétricamente, os átomos do material neutro se tornarão dipolos elétricos (polarização) na região de aproximação.
    Por exemplo se aproximarmos um material eletrizado negativamente de um material neutro, as cargas negativas em excesso do material eletrizado vão atrair as cargas positivas dos átomos da região de aproximação e consequentemente vão repelir as cargas de sinal negativo destes átomos.
    Isso faz o átomo assumir uma nova distribuição espacial na forma de um dipolo, como se fosse um íma, positivo de um lado e negativo de outro. Como mostra a figura abaixo.


    Note que o material continua neutro, pois o número de cargas continua o mesmo. A atração é favorecida devido a formação dos dipolos.
Idéia do Experimento

    Se atritarmos uma bexiga com os cabelos ela se eletrizará, pois a bexiga é um material isolante e se eletriza por atrito.
    É importante ressaltar que para se conseguir uma boa eletrização, a bexiga e os cabelos devem estar limpos e secos.
    Para verificarmos a existência de cargas podemos fazer um experimento simples com duas bexigas.
    Um primeiro teste é a verificação da repulsão entre elas. Eletrizamos as duas bexigas por atrito com os cabelos. Assim, as duas bexigas receberão o mesmo tipo de carga dos cabelos e ao proximarmos uma da outra elas se repelirão. Note que para garantir que as bexigas irão se eletrizar com as mesmas cargas, elas devem ser do mesmo material e serem eletrizadas no mesmo cabelo. E para se garantir que elas irão se repelir as áreas de aproximação devem ser as mesmas áreas que foram eletrizadas. Veja a figura abaixo.


    Para verificarmos a atração entre dua bexigas, eletrizamos por atrito uma bexiga com os cabelos, e aproximamos esta de uma bexiga neutra.
    Devemos observar neste caso uma atração quando se aproxima a bexiga eletrizada da bexiga que está neutra. As cargas da superfície da bexiga neutra se rearranjarão em dipolos fazendo com que as bexigas se atraiam. Veja figura abaixo.


    Com os testes deste experimento, podemos mostrar a existência de cargas elétricas bem como suas propriedades de atração e repulsão.
Tabela do Material.


Item


Observações


Bexigas


Encontradas em lojas para festas, bazares, supermercados etc.

Montagem
  • Para fazer a atração entre as bexigas.
    • Encha duas bexigas de forma que elas fiquem firmes e pequenas.
    • Atrite uma delas no cabelo de uma pessoa. Atrite toda a superfície da bexiga no cabelo.
    • Aproxime a bexiga eletrizada da bexiga neutra.
  • Para fazer a repulsão entre as bexigas.
    • Encha duas bexigas de forma que elas fiquem firmes e pequenas.
    • Atrite as duas bexigas no cabelo de uma pessoa. Atrite toda a superfície das bexigas no cabelo.
    • Solte lentamente uma das bexigas sobre uma mesa e aproxime dela a bexiga que ficou na mão.
Comentários
  • Ao encher a bexiga ela deve ficar o menor possível, mas também deve ficar cheia o suficiente para que fique firme.
  • Ao atritar a bexiga com os cabelos, a bexiga e os cabelos devem estar limpos e secos.
  • Ao atritar a bexiga com os cabelos vá girando a bexiga, para que toda a sua superfície fique eletrizada.
  • Dê preferência para modelos pequenos de bexigas, pois ficam firmes e pequenas depois de cheias.
liberdade é direito de cada cada pessoa decidir e agir segundo a propria vontade,condição de homem livre sem ser submetido repressões , direito de expressar ideias,dar opiniões dizer o que pensa, direito de escolher, cada pessoa acha que seria o melhor para cada um de nós.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O I Plano Nacional de Desenvolvimento - PND (1972-1974), definiu as prioridades do governo Médici: crescer e desenvolver aproveitando a conjuntura internacional favorável. Nesse período o Brasil cresceu mais depressa que os demais mercados latino-americanos. Foram atingidos altos índices de desenvolvimento econômico sob a falsa idéia de "surto de progresso" que o país vivia. O governo impunha à população, quer pela mídia, quer pelo silêncio ditado pela censura, o "milagre econômico", ou "milagre brasileirort".
Seu mandato caracterizou-se por uma intensa repressão e violência contra os movimentos de oposição. outra caracteristica de seu governo foram as altas taxasde drescimento econômico. por isso, o periodo é conhecido como milagre brasileiro, decorrência de uma série de fatores.
A politica econômica do regime militar orientava-se pela idéia de que era preciso fazer a riqueza crescer,para depois distribuí-la. essa lógica possubilitou ao Brasil se industrializar, mantendo as características de um país subdensenvolvido. a riqueza cresceu, mas nunca foi distribuida equitativamente.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Trabalho realizado por Geraldo Vandré e Chico Buarte

                                 A crítica à Ditadura

         Ameaçado pelo Regime Militar no Brasil Chico Buarte, esteve auto-exilado na Itália em 1969, onde chegou a fazer espetáculos com Toquinho. Nessa época teve suas canções Apesar de você (que dizem ser uma alusão negativa ao presidente Emílio Garrastazu Médici, mas que Chico sustenta ser em referência à situação) e Cálice proibidas pela censura brasileira. Adotou o pseudônimo de Julinho da Adelaide, com o qual compôs apenas três canções: Milagre Brasileiro, Acorda amor e Jorge Maravilha. Na Itália Chico tornou-se amigo do cantor Lucio Dalla, de quem fez a belíssima Minha História, versão em português (1970) da canção Gesù Bambino (título verdadeiro 4 marzo 1943), de Lucio Dalla e Paola Palotino. Em viagem a França, tornou-se amigo de Carlos Bandeirense Mirandópolis inspirando-se em uma de suas composições para criar Samba de Orly.
Ao voltar ao Brasil continuou com composições que denunciavam aspectos sociais, econômicos e culturais, como a célebre Construção ou a divertida Partido Alto. Apresentou-se com Caetano Veloso (que também foi exilado, mas na Inglaterra) e Maria Bethânia. Teve outra de suas músicas associada a críticas a um presidente do Brasil. Julinho da Adelaide, aliás, não era só um pseudônimo, mas sim a forma que o compositor encontrou para driblar a censura, então implacável ao perceber seu nome nos créditos de uma música. Para completar a farsa e dar-lhe ares de veracidade, Julinho da Adelaide chegou a ter cédula de identidade e até mesmo a conceder entrevista a um jornal da época.
Uma das canções de Chico Buarque que criticam a ditadura é uma carta em forma de música, uma carta musicada que ele fez em homenagem ao Augusto Boal, que vivia no exílio, quando o Brasil ainda vivia sob a ditadura militar.
A canção se chama Meu Caro Amigo e foi dirigida a Boal, que na época estava exilado em Lisboa. A canção foi lançada originalmente num disco de título quase igual, chamado Meus Caros Amigos, do ano de 1976.

                       Festivais de MPB nos anos de 1960

No festival de 1967 faria sucesso também com Roda Viva, interpretada por ele e pelo grupo MPB-4 — amigos e intérpretes de muitas de suas canções. Em 1968 voltou a vencer outro Festival, o III Festival Internacional da Canção da TV Globo. Como compositor, em parceira com Tom Jobim, com a canção Sabiá. Mas desta vez a vitória foi contestada pelo público, que preferiu a canção que ficou em segundo lugar: Pra não dizer que não falei de flores, de Geraldo Vandré.
A participação no Festival, com A Banda, marcou a primeira aparição pública de grande repercussão apresentando um estilo amparado no movimento musical urbano carioca da Bossa nova, surgido em 1957. Ao longo da carreira, o samba e a MPB também seriam estilos amplamente explorados.

              Geraldo Vandré

Geraldo Vandré, nome artístico de Geraldo Pedroso de Araújo Dias Vandregísilo (João Pessoa, 12 de setembro de 1935) é um advogado e um cantor e compositor brasileiro. Seu sobrenome é uma abreviatura do sobrenome do seu pai, José Vandregísilo, de quem ele herdou o sobrenome abreviado para Vandré, com o qual tornou-se famoso, pelas suas músicas que exprimiam a oposição ao regime militar imposto em 1964, como "Porta Estandarte" ou com mais apelo à luta de classes como "Aroeira". O sucesso maior veio com "Disparada", vencedora de fato do Festival da Canção da TV Record em 1966. Vandré, magnânimo, solicitou que "A Banda" de Chico Buarque dividisse o primeiro lugar com "Disparada". Em 1968 ao defender "Pra não dizer que não falei das flores" criou um dos hinos da resistência ao regime militar que ficou conhecido pela primeira palavra: "Caminhando". Após o exílio compôs "Fabiana", em homenagem à Força Aérea Brasileira.

                           Censura, AI-5

Ainda em 1968, com o AI-5, Vandré foi obrigado a exilar-se. Depois de passar dias escondido na fazenda da viúva de Guimarães Rosa, falecido no ano anterior (setores da imprensa afirmam que ele também teria sido escondido pelo governador de São Paulo Abreu Sodré no Palácio dos Bandeirantes), o compositor partiu para o Chile e, de lá, para a França. Voltou ao Brasil em 1973. Até hoje, vive

        Curiosidades

A canção Pra não Dizer que não Falei das Flores foi usada em 2006 pelo Governo Federal como trilha musical para publicidade de suas Políticas de Educação como o ProUni e o ENEM, sendo executada em um ritmo diferente. Dessa forma, a música que foi considerada uma ameaça ao governo ditatorial passou a ser usada para publicidade do governo no período democrático.
em São Paulo e compõe. Muitos, porém, acreditam que Vandré tenha enlouquecido por causa de supostas torturas que ele teria sofrido. Dizem que uma das agressões físicas que sofreu foi ter os testículos extirpados, após a realização de um show mas em entrevista no ano de 2000 essas especulações foram desmentidas pelo cantor e ele sequer foi exilado, e diz que só não se apresenta mais porque sua imagem de "Che Guevara Cantor" abafa sua obra.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Alguns Dados Biográficos
Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira, Minas Gerais em 1902. Após estudos em sua terra natal e Belo Horizonte, foi interno no Colégio Anchieta, em Friburgo, em 1918. No ano seguinte, foi expulso devido a um incidente com o professor de português. Em Itabira, apesar de formado em farmácia, vivia das aulas de português e geografia. Tornou-se funcionário público em 1929, e, em 1934, o cargo no Ministério da Educação transferiu-o para o Rio de Janeiro. Em 1945, foi co-editor do jornal comunista Tribuna Popular a convite de Luís Carlos Prestes. A partir da década de 50, dedicou-se apenas à literatura, escrevendo novos livros de poesias e contos. Além de intensificar a produção de crônicas, fez também traduções. Carlos Drummond morreu no Rio de Janeiro em 1987.
Características Literárias
Carlos Drummond de Andrade é o primeiro grande poeta pós-movimento modernista e um dos mais importantes poetas brasileiros. Seu livro Alguma Poesia de 1930 marca o início da segunda fase poética do Modernismo.
Escreveu também prosa que se caracteriza pela riqueza e expressividade da linguagem e do tema, impregnados de senso de humor. Atribuem-se essas qualidades, igualmente, à sua obra poética. Segundo Bosi, Drummond possui uma percepção precisa do hiato entre as convenções e a realidade, entre o parecer e o ser das coisas e dos indivíduos, o que se transforma em objeto privilegiado do humor, seu traço principal. O conjunto de sua obra poética é complexo e vasto, do qual, pela freqüência, é possível destacar certas características e tendências.

Num primeiro momento, sem se deixar envolver, o poeta mantém um certo distanciamento do mundo à sua volta, o que lhe possibilita brincar e soltar a razão, deixando-a entregue a si mesma, maquinando incertezas e certezas, mais afeitas a negar e anular que a construir. Daí os temas do cotidiano, da família, do isolamento, da monotonia entendiante das coisas e do viver, expressos numa linguagem coloquial plena de ironia seca, sarcasmo e humor desencantado, onde sentimento e emoção são refreados. São deste primeiro momento os livros Alguma Poesia e Brejo das Almas.
No segundo momento, sem se distanciar, deixa-se envolver pela realidade à sua volta e canta a impotência e a solidão em um mundo mecânico, frio e político; a decepção e a falta de perspectiva diante da fragmentação causada pela guerra; o sofrimento e a solidariedade do ser humano brasileiro e universal. Temas estes abordados em tons ora esperançosos, ora desesperançosos, com a mesma ironia, humor e sobriedade, estão presentes nos livros Sentimento do Mundo, José e A Rosa do Povo.
Finalmente, o poeta busca o real, através de interrogações e negações que lhe revelam o vazio, o nada e o desencanto que sempre acompanham o homem. Da poesia metafísica de Claro Enigma, desse período, Drummond passa à poesia objectual de Lição de Coisas que, ao enfatizar a linguagem nominal e os aspectos visuais e sonoros, valoriza objetos e coisas, violando e desintegrando a palavra.
Obras de Carlos Drummond de Andrade
Poema de sete faces
Infância
Também já fui brasileiro
No meio do caminho
Poesia
Quadrilha
Sociedade
Aurora
Soneto da perdida esperança
Hino nacional
Em face dos últimos acontecimentos
Necrológio dos desiludidos do amor
Sentimento do mundo
Confidência do Itabirano
Congresso Internacional do Medo
Privilégio do mar
Inocentes do Leblon
Os ombros suportam o mundo
Mãos dadas
Mundo grande
A bruxa
José
A mão suja
Consideração do poema
Procura da poesia
Caso do vestido
Morte do leiteiro
Consolo na praia
Canção amiga
A ingaia ciência
Confissão
Memória
Amar
O enterrado vivo
Poema-orelha
A um bruxo, com amor
Fazenda
Destruição
Para sempre
O fim no começo
Parolagem da vida
Amor e seu tempo
Quero
Ainda que mal
O Deus de cada homem
Deus triste
Homem livre
Cuidado
Boitempo
Certas palavras
Le voyeur
A puta
A falta de Érico Veríssimo
Visão de Clarice Lispector
Retrato de uma cidade
Elegia carioca
A palavra mágica
Prece do brasileiro
Falta um disco
Atriz
Três presentes de fim de ano
Ausência
A sem-razões do amor
Aspiração
A hora do cansaço
Verdade
O seu santo nome
A Rosa do Povo
A Máquina do Mundo
Somem canivetes
Antepassado
A palavra
Certas palavras
Como encarar a morte
Deus e suas criaturas
Além da Terra, além do Céu
O amor antigo
Rio em flor de janeiro
A língua lambe
Mulher andando nua pela casa
À meia-noite pelo telefone
Amor, pois que é palavra essencial
Quarto em desordem
Campo de Flores
Canto Esponjoso
Le voyeur
Aula de português
O fim das coisas
Igual-desigual
Mortos que andam
Inscrição tumular
Lira do amor romântico
“A kiss, un baiser, un bacio”
Salário
Aparição amorosa
Sem que eu pedisse...
No corpo feminino...
Não quero ser o último a comer-te
Indagação
Para o sexo a expirar
Dificuldades do namoro
Receita de ano novo
Não passou
Poema que aconteceu
Poema do jornal
Poema da purificação
Mãos dadas
Diante das fotos de Evandro Teixeira
O que Alécio vê
A bomba
Ainda que mal
Amor
Amor - pos que é palavra essencial
O Amor bate na porta
Ao Amor antigo
Anedota Búlgara
Áporo
Às Mães
Atriz
Aula de português
Brinde no banquete das musas
Câmara viajante, A
Cantiga de viúvo
Canto ao homem do Povo - charles chaplin
Canto do Rio em Sol
Carne é triste depois da felação, A
Chão é Cama, O
Cota zero
Desaparecimento de Luísa Porto
Descoberta
Desejos
Diante das fotos de Evandro Teixeira
Dificuldades do namoro
Elegia 1938
Em teu crespo jardim
Entre o ser e as coisas
Estória de João-Joana, A
Excitante fila do feijão, A
Falta que ama, A
Entre o ser e as coisas
Falta um disco
Imortalidade
Instante
Língua girava no céu da boca, A
Língua lambe, A
Mãos Dadas
Máquina do mundo, A
Medo, O
Meia noite pelo telefone, À
Mulher andando nua pela casa
Não passou
Obrigado

domingo, 22 de agosto de 2010

O Populismo no Brasil


O populismo surge como forma de governo na Rússia para defender os russos do capitalismo e aparece na América Latina aliada aos capitalistas servindo de passaporte para a construção de ditaduras, como a getulista no brasil que perdurou 15 anos graças à grande identidade que a população teve com seu líder, que inteligentemente se apoderou desta ligação para construir seu governo. Percebe-se através desta pesquisa que o outro lado, os latifundiários e industriais tiveram muitas vantagens durante o período populista de Vargas, talvez aí, estaria a grande vantagem de Getúlio estar jogando por dois lados, criando vantagens e cedendo aos dois lados, os ricos e os pobres.
Ao entender como se dá o “populismo” pode-se compreender o porquê da busca de lideres por esta forma de governar, percebendo que não é um bom coração destes políticos que impera em uma administração publica populista, pelo contrario, muitas vezes este sistema chega ser perverso, autoritário e repressor.
Outro ponto a se buscar é o inicio do populismo no brasil, a ascensão de Getúlio Vargas, uma ditadura de quinze anos, a queda getulista, Vargas voltando ao poder nos braços do povo e o suicídio, os presidentes democratas populistas (Juscelino, Jango), e o golpe militar.
Para Tiago Dantas do site brasil Escola, “populismo é uma forma de governar baseada nas massas, onde o governante exerce uma influência muito grande sobre o povo e utiliza isso para obter apoio popular. O líder populista procura estabelecer laços emocionais com o povo, e não racionais”. É através destas afirmações que pode-se entender o que ocorreu no inicio do século XX, principalmente na América Latina, que foi invadida por uma onda de políticas populistas.

Este sistema de governo, se pode chamá-lo assim, por que estava embutido, ora em uma ditadura ora numa democracia, alguns estudiosos afirmam que acontece num momento de transição política e cultural, de acordo com Asensi (2006), “Em geral, acontece nos momentos de mudança de uma sociedade agrária para uma sociedade industrial, de uma sociedade tradicional para uma sociedade moderna.”
A origem do populismo se deu na Rússia, onde buscava-se uma revolução, uma sociedade ideal, livre da modernização capitalista e com valores tipicamente agrários, onde o povo seria o centro das realizações políticas, enquanto o populismo que apareceu nos Estados Unidos era defendido por pequenos proprietários rurais e faziam críticas ao capitalismo, só que não buscavam transformações radicais na sociedade.
Pode-se perceber através desta pesquisa que o intuito inicial do populismo na Rússia, foi afetado e teve ao longo do século XX várias mutações. No brasil, foi bem aproveitado por Getúlio Vargas para permanecer no poder por uma década e meia, e mais tarde voltar ao poder, Vargas que contou com varias artimanhas políticas para dar vantagens a população trabalhadora e ao mesmo tempo criar benefícios aos empregadores.
Entendendo que o brasil, no período do governo de Vargas, deu um grande salto na sua industrialização, devido a queda da bolsa de Nova Iorque e ao II Guerra Mundial, muitos destes operários da industrias brasileiras eram estrangeiros e pessoas vinda do interior do país, que por falta de conhecer como se organizar, preferiu colocar suas esperanças nas mãos de um líder, que por sua vez, fez-se parecer confiável, criando leis que “ajudavam” os operários.

Ditadura Militar no Brasil

O golpe militar de 1964
A crise política se arrastava desde a renúncia de Jânio Quadros em 1961. O vice de Jânio era João Goulart, que assumiu a presidência num clima político adverso. O governo de João Goulart (1961-1964) foi marcado pela abertura às organizações sociais. Estudantes, organização populares e trabalhadores ganharam espaço, causando a preocupação das classes conservadoras como, por exemplo, os empresários, banqueiros, Igreja Católica, militares e classe média. Todos temiam uma guinada do Brasil para o lado socialista. Vale lembrar, que neste período, o mundo vivia o auge da Guerra Fria.
Este estilo populista e de esquerda, chegou a gerar até mesmo preocupação nos EUA, que junto com as classes conservadoras brasileiras, temiam um golpe comunista.

Os partidos de oposição, como a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Social Democrático (PSD), acusavam Jango de estar planejando um golpe de esquerda e de ser o responsável pela carestia e pelo desabastecimento que o Brasil enfrentava.
No dia 13 de março de 1964, João Goulart realiza um grande comício na Central do Brasil ( Rio de Janeiro ), onde defende as Reformas de Base. Neste plano, Jango prometia mudanças radicais na estrutura agrária, econômica e educacional do país.

Seis dias depois, em 19 de março, os conservadores organizam uma manifestação contra as intenções de João Goulart. Foi a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que reuniu milhares de pessoas pelas ruas do centro da cidade de São Paulo.

O clima de crise política e as tensões sociais aumentavam a cada dia. No dia 31 de março de 1964, tropas de Minas Gerais e São Paulo saem às ruas. Para evitar uma guerra civil, Jango deixa o país refugiando-se no Uruguai. Os militares tomam o poder. Em 9 de abril, é decretado o Ato Institucional Número 1 (AI-1). Este, cassa mandatos políticos de opositores ao regime militar e tira a estabilidade de funcionários públicos.

A América Latina entre o Militarismo

Militarismo

Militarismo ou ideologia militarista é a idéia de que uma sociedade é mais bem servida (ou de maneira mais eficiente) quando governada ou guiada por conceitos incorporados na cultura, na doutrina ou no sistema militares. Militaristas sustentam que a segurança é a mais alta prioridade social, e alegam que o desenvolvimento e a manutenção do aparato militar assegura essa segurança. Militarismo denota a tendência a expandir a cultura e os ideais militares a áreas fora da estrutura militar – principalmente a negócios privados, política governamental, educação e divertimento.
O militarismo está arraigado na sociedade desde a mais remota antigüidade. Em todas as civilizações desde o início da história humana no planeta Terra, as atividades guerreiras e a guerra estão presentes.

Revolução burguesa e Napoleão Bonaparte

Modernamente, acredita-se que o militarismo assumiu o poder nacional pela primeira vez em 1799 com Napoleão Bonaparte na França. Desta forma, a revolução burguesa atingiu seu objetivo, isto é, a derrubada da monarquia absolutista, entregando o poder político aos militares para garantir os privilégios recém-conquistados. Houve a partir daí uma ruptura da índole mercenária dos exércitos. Estes acabaram por se transformar em instituições nacionais, onde a profissionalização dos militares trouxe a consolidação e a construção das nacionalidades, aprofundando e fortalecendo sua influência sobre as nações.

A revolução russa e a bipolarização

Depois da revolução russa de 1917, houve um substancial crescimento da importância do domínio das Forças Armadas sobre as nações. Além do aumento do poder do militarismo, ainda houve o início da influência ideológica sobre seus componentes. Entre a revolução russa e a segunda guerra mundial, a ideologia nas forças armadas iniciou uma importante escalada em rumo à bipolarização mundial.

Guerra fria

Finda a guerra, e aumentando a polarização ideológica, o mundo se dividiu em dois blocos. Iniciou assim a guerra fria por influência militar e ideológica dos Estados Unidos e da União Soviética.

O militarismo e as ditaduras militares

O militarismo e a escalada armamentista foram constantemente financiados e utilizados nos países do terceiro mundo, ou em desenvolvimento, em que as forças armadas nacionais se fortaleceram e ampliaram sua atuação interna com a justificativa de combater, ora o comunismo, ora o "imperialismo capitalista".
Ou seja, no século XX, o militarismo encontrou um terreno fértil política e ideologicamente tanto nos países socialistas como nas potências hegemônicas do sistema capitalista, para implantar ditaduras militares que se submeteram à influência e dominação de cada uma daquelas superpotências.
Os Estados Unidos da América estimularam os golpes militares na América Latina, que deu origem à Operação Condor, receosos de uma revolução comunista.[1] Na década de 80, com o fim da guerra fria, os regimes militares passaram pelo processo conhecido por redemocratização.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A Ciência

      3.1 - Do medo à Ciência

      A evolução humana corresponde ao desenvolvimento de sua inteligência. Sendo assim podemos definir três níveis de desenvolvimento da inteligência dos seres humanos desde o surgimento dos primeiros hominídeos: o medo, o misticismo e a ciência.

         a) O medo:
         Os seres humanos pré-históricos não conseguiam entender os fenômenos da natureza. Por este motivo, suas reações eram sempre de medo: tinham medo das tempestades e do desconhecido. Como não conseguiam compreender o que se passava diante deles, não lhes restava outra alternativa senão o medo e o espanto daquilo que presenciavam.

         b) O misticismo:
         Num segundo momento, a inteligência humana evoluiu do medo para a tentativa de explicação dos fenômenos através do pensamento mágico, das crenças e das superstições. Era, sem dúvida, uma evolução já que tentavam explicar o que viam. Assim, as tempestades podiam ser fruto de uma ira divina, a boa colheita da benevolência dos mitos, as desgraças ou as fortunas do casamento do humano com o mágico.

         c) A ciência:
         Como as explicações mágicas não bastavam para compreender os fenômenos os seres humanos finalmente evoluíram para a busca de respostas através de caminhos que pudessem ser comprovados. Desta forma, nasceu a ciência metódica, que procura sempre uma aproximação com a lógica.
         O ser humano é o único animal na natureza com capacidade de pensar. Esta característica permite que os seres humanos sejam capazes de refletir sobre o significado de suas próprias experiências. Assim sendo, é capaz de novas descobertas e de transmiti-las a seus descendentes.
         O desenvolvimento do conhecimento humano está intrinsecamente ligado à sua característica de viver em grupo, ou seja, o saber de um indivíduo é transmitido a outro, que, por sua vez, aproveita-se deste saber para somar outro. Assim evolui a ciência.


      3.2 - A evolução da Ciência
      Os egípcios já tinham desenvolvido um saber técnico evoluído, principalmente nas áreas de matemática, geometria e na medicina, mas os gregos foram provavelmente os primeiros a buscar o saber que não tivesse, necessariamente, uma relação com atividade de utilização prática. A preocupação dos precursores da filosofia (filo = amigo + sofia (sóphos) = saber e quer dizer amigo do saber) era buscar conhecer o porque e o para que de tudo o que se pudesse pensar.
      O conhecimento histórico dos seres humanos sempre teve uma forte influência de crenças e dogmas religiosos. Mas, na Idade Média, a Igreja Católica serviu de marco referencial para praticamente todas as idéias discutidas na época . A população não participava do saber, já que os documentos para consulta estavam presos nos mosteiros das ordens religiosas.
      Foi no período do Renascimento, aproximadamente entre o séculos XV e XVI (anos 1400 e 1500) que, segundo alguns historiadores, os seres humanos retomaram o prazer de pensar e produzir o conhecimento através das idéias. Neste período as artes, de uma forma geral, tomaram um impulso significativo. Neste período Michelangelo Buonarrote esculpiu a estátua de David e pintou o teto da Capela Sistina, na Itália; Thomas Morus escreveu A Utopia (utopia é um termo que deriva do grego onde u = não + topos = lugar e quer dizer em nenhum lugar); Tomaso Campanella escreveu A Cidade do Sol; Francis Bacon, A Nova Atlântica; Voltaire, Micrômegas, caracterizando um pensamento não descritivo da realidade, mas criador de uma realidade ideal, do dever ser.
      No século XVII e XVIII (anos 1600 e 1700) a burguesia assumiu uma característica própria de pensamento, tendendo para um processo que tivesse imediata utilização prática. Com isso surgiu o Iluminismo, corrente filosófica que propôs "a luz da razão sobre as trevas dos dogmas religiosos". O pensador René Descartes mostrou ser a razão a essência dos seres humanos, surgindo a frase "penso, logo existo". No aspecto político o movimento Iluminista expressou-se pela necessidade do povo escolher seus governantes através de livre escolha da vontade popular. Lembremo-nos de que foi neste período que ocorreu a Revolução Francesa em 1789.
      O Método Científico surgiu como uma tentativa de organizar o pensamento para se chegar ao meio mais adequado de conhecer e controlar a natureza. Já no fim do período do Renascimento, Francis Bacon pregava o método indutivo como meio de se produzir o conhecimento. Este método entendia o conhecimento como resultado de experimentações contínuas e do aprofundamento do conhecimento empírico. Por outro lado, através de seu Discurso sobre o método, René Descartes defendeu o método dedutivo como aquele que possibilitaria a aquisição do conhecimento através da elaboração lógica de hipóteses e a busca de sua confirmação ou negação.
      A Igreja e o pensamento mágico cederam lugar a um processo denominado, por alguns historiadores, de "laicização da sociedade". Se a Igreja trazia até o fim da Idade Média a hegemonia dos estudos e da explicação dos fenômenos relacionados à vida, a ciência tomou a frente deste processo, fazendo da Igreja e do pensamento religioso razão de ser dos estudos científicos.
      No século XIX (anos 1800) a ciência passou a ter uma importância fundamental. Parecia que tudo só tinha explicação através da ciência. Como se o que não fosse científico não correspondesse a verdade. Se Nicolau Copérnico, Galileu Galilei, Giordano Bruno, entre outros, foram perseguidos pela Igreja, em função de suas idéias sobre as coisas do mundo, o século XIX serviu como referência de desenvolvimento do conhecimento científico em todas as áreas. Na sociologia Augusto Comte desenvolveu sua explicação de sociedade, criando o Positivismo, vindo logo após outros pensadores; na Economia, Karl Marx procurou explicar a relações sociais através das questões econômicas, resultando no Materialismo-Dialético; Charles Darwin revolucionou a Antropologia, ferindo os dogmas sacralizados pela religião, com a Teoria da Hereditariedade das Espécies ou Teoria da Evolução. A ciência passou a assumir uma posição quase que religiosa diante das explicações dos fenômenos sociais, biológicos, antropológicos, físicos e naturais.


      3.3 - A neutralidade científica
      É sabido que, para se fazer uma análise desapaixonada de qualquer tema, é necessário que o pesquisador mantenha uma certa distância emocional do assunto abordado. Mas será isso possível? Seria possível um padre, ao analisar a evolução histórica da Igreja, manter-se afastado de sua própria história de vida? Ou ao contrário, um pesquisador ateu abordar um tema religioso sem um conseqüente envolvimento ideológico nos caminhos de sua pesquisa?
      Provavelmente a resposta seria não. Mas, ao mesmo tempo, a consciência desta realidade pode nos preparar para trabalhar esta variável de forma que os resultados da pesquisa não sofram interferências além das esperadas. É preciso que o pesquisador tenha consciência da possibilidade de interferência de sua formação moral, religiosa, cultural e de sua carga de valores para que os resultados da pesquisa não sejam influenciados por eles além do aceitável.